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Depois de agosto, regressa a escola. Tudo pronto para a digitalização do ensino?

Depois de agosto, regressa a escola. Tudo pronto para a digitalização do ensino?

Todos os anos, a história repete-se. Para quem tem filhos em idade escolar, o mês de agosto, além de ser o mais usado para gozar férias, serve também para preparar o regresso às aulas. Há uns tempos as coisas eram relativamente mais simples. Com a lista de material e dos manuais, fazia-se a encomenda numa livraria. Tinha de ser com tempo ou os livros poderiam demorar semanas a chegar. E há anos que os pais e associações se queixam do peso excessivo das mochilas às costas das crianças.

 

Depois, vieram as grandes superfícies e megalojas que aproveitam esta data para "promoções" escolares. Pouco muda, com exceção do ritual da compra e prazos. Mas há algo que está a evoluir de forma muito rápida, apesar de não ser uniforme. A adoção das novas tecnologias nas salas de aula.

 

Praticamente ninguém duvida que em breve a escola terá uma forte componente digital e que os métodos de ensino serão, cada vez mais, com recurso a tecnologias como a realidade virtual ou realidade aumentada. Afinal, explicar o jurássico colocando um aluno a circular numa visita de estudo virtual, irá, certamente, atrair mais alunos que pode ser complementada com a leitura de um manual. Além de ser possível apimentar a visita com alguns "sustos" saudáveis.

A utilização das novas tecnologias para o estudo, de forma moderada, e em modo de interatividade, talvez seja uma solução para incentivar o estudo de uma forma mais lúdica e sem a carga de "obrigatoriedade" 

Ler é, e será sempre, algo que as escolas devem manter no topo das prioridades. E ler livros, no formato em papel, é relevante para que o processo de leitura seja também uma experiência. No entanto, cada vez mais a forma como o mundo está a ser moldado pela tecnologia, obriga a que sejam adotadas novas técnicas. Os chamados nativos digitais, crianças que nasceram já depois do boom da Internet, dos smartphones, do Pókemon, apreciam e focam-se mais nos momentos tecnológicos. Mas passa tudo pela educação, pelos hábitos. Se forem habituados desde pequenos a ler livros e histórias, esse prazer irá manter-se ao longo da vida.

 

Ao mesmo tempo em que existe a proibição de utilização de smartphones ou tablets em escolas francesas, para alunos com idade inferior aos 12 anos, há outras onde a formação coloca de lado os manuais tradicionais e coloca nas mãos dos alunos um iPad.

 

São colégios privados, onde os pais, apesar de algum receio, acompanham a tendência e veem, com alegria, que os filhos podem dispensar a mochila pesada. Recentemente, houve uma escola pública, a primeira, a adotar este formato e aguarda agora por uma aprovação do Ministério da Educação.

 

Com as plataformas de escola digital, além de se tornar mais simples o processo de aprendizagem, pois os alunos podem obter de imediato a correção às suas respostas, é algo a que estes "nativos" estão habituados. Podem partilhar conhecimento de forma mais simples, e interagir com os professores que, mesmo à distância podem auxiliar nos momentos de estudo.

 

Como é óbvio, é imperativo haver um equilíbrio para que os alunos possam interagir pessoalmente. Estas relações interpessoais são cruciais para o crescimento e vivência em sociedade. Mas é impossível fugir à evolução. E, tal como sucede, por exemplo, com os jovens que hoje em dia sentem curiosidade pelos discos de vinil, é normal que os nativos digitais sintam algum prazer em abraçar aquilo que é antigo, como os livros impressos, os jornais e revistas em papel.

 

No entanto, é comum a luta diária de muitos pais para conseguir que os filhos se "desliguem". Proibir nunca foi propriamente a melhor opção porque, se não fazem em casa, arranjam forma de o fazer noutro local. E o confronto geracional é uma constante. Por isso, a utilização das novas tecnologias para o estudo, de forma moderada, e em modo de interatividade, talvez seja uma solução para incentivar o estudo de uma forma mais lúdica e sem a carga de "obrigatoriedade" que os mais jovens encaram como uma batalha a travar.

 

Os hábitos, a educação, os exemplos dos pais têm, e sempre tiveram, desde cedo, um papel muito relevante naquilo em que os jovens se tornam. Neste caso, os pais podem aproveitar também para interagir com as novas tecnologias e aprender com os filhos. Não existem fórmulas mágicas, mas a tecnologia, usada com moderação e da forma correta, pode ajudar até a um maior encontro entre gerações.

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