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A Realidade Aumentada faz história no cinema

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Há muito que se aborda o tema da presença de tecnologias atuais ou futuristas em filmes antigos, alguns com décadas, produzidos numa altura em que a própria televisão a cores era ainda um sonho para a maioria. Por isso, quando se recordam filmes onde é possível ver cenas que recorrem a tecnologias, ainda hoje, futuristas, como a Realidade Aumentada, é legítimo perguntar se os guionistas da época tinham o poder de fazer viagens no tempo.

 

Mais uma vez, é a ficção de Hollywood a "prever" o futuro e demonstrar que na maior parte dos casos aquilo que imaginam é baseado em tecnologias que estão a ser desenvolvidas e que, mais tarde, surgem no mercado real. Não se pode falar, ainda, de uma previsão do futuro, mas já existem casos de testes reais para ler os pensamentos. E estas ferramentas, como se sabe, têm um valor incalculável para os negócios e um forte impacto na vida de cada um de nós.

 

Podemos recuar a 1955, ao ensaio de Morton Heilig, intitulado "O Cinema do Futuro". Apesar de ser algo mais voltado para a Realidade Virtual, falava já de uma experiência imersiva no mundo do cinema. São comuns as imagens de pessoas em salas de cinema com óculos de Realidade Virtual. Facilmente percebemos que a experiência não é agradável. 

O futuro está a ser escrito e há muitas tecnologias que poderão sofrer um boom de um momento para o outro

Apesar de serem uma realidade, estes óculos não conseguiram ainda conquistar um lugar de destaque porque "fecham" as pessoas numa experiência isolada. Basta pensar um pouco para perceber que a existir algo deste género, as pessoas poderão usufruir da experiência sem estar numa sala de cinema. Sem sair de casa. Por isso, é preciso encontrar novos formatos que permitam sensações além da visão. Os cheiros, os salpicos de água, o som cada vez mais imersivo. Tudo faz parte da experiência que o cinema quer dar ao espetador e que este procura para se sentir integrado no próprio filme.

 

Ou seja, a própria indústria do cinema continua a viver num período de experimentação onde o 3D, a Realidade Virtual, a Realidade Aumentada ou gravações com recurso a câmaras 360 mantêm tudo num caminho de incerteza sobre o futuro.

 

Alguns exemplos de utilização da RA no cinema

Podemos começar por Back to the Future (Regresso ao Futuro) exibido em 1985 nos Estados Unidos (1986 em Portugal) com Michael J. Fox no papel principal. Nesta trilogia, são diversos os exemplos de tecnologias futuristas. Este filme teve tanto impacto que o próprio Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, o citou no seu Discurso sobre o Estado da União (ao minuto 19:58), em 1986.

 

Talvez pela sua veia de actor, o histórico Presidente americano citou o filme dizendo: "para onde vamos, não precisamos de estradas". Uma referência ao programa espacial norte americano e ao acidente sofrido, a 28 de janeiro, pela nave espacial Challenger, que provocou a morte de toda a tripulação. Por este motivo, Ronald Reagan adiou este Discurso por uma semana.

 

Os Estados Unidos estavam a sair de uma crise profunda e este discurso serviu, em parte, para enaltecer os avanços que a economia e política americana estavam a realizar e também a necessidade em continuar com o programa espacial.

 

Voltando ao filme, nomeadamente à Parte II, uma das cenas que talvez tenha ficado na retina de todos os espetadores (além dos skates sem rodas ou dos ténis que se atavam sozinhos) terá sido o anúncio ao filme Tubarão 19, com recurso à realidade aumentada e que assustou Marty Mc Fly, que julgava tratar-se de um tubarão verdadeiro que o ia engolir. À data uma sátira às sequelas do filme Tubarão.

Alguém se recorda dos Google Glasses e em que filme poderão ter visto algo semelhante? Em 1984, no filme Exterminador, com Arnold Schwarzenegger, tudo o que ele vê com leituras em tempo real do espaço que o rodeia assemelham-se ao projeto da Google. Apesar de ter sido deixado de lado, o projeto não desapareceu por completo. De acordo com o que se sabe, este projeto terá começado em 2006 e apresentado em 2013. 

 

Para queles que duvidam que a Realidade Aumentada já é pensada há muitos anos, vale a pena recuar, por exemplo a 1977, com a Guerra das Estrelas onde algumas cenas apostaram nesta tecnologia. A mensagem que Obiwan grava no R2D2 e depois "vista" por Leia; ou o jogo de xadrez entre R2 e Chewbacca.

 

Para os amantes da ficção científica é crucial a referência a Matrix, de 1999. Tudo o que rodeia Neo é Realidade Aumentada. Recordam a cena em que ele escolhe a arma? Imagine escolher produtos desta forma num futuro próximo quando "vai" às compras, sem sair de casa. Ou aquilo que pretende comer ao jantar num restaurante?

 

E, para terminar, Minority Report, onde é possível ver Tom Cruise a movimentar imagens num espaço virtual com recurso apenas a umas luvas. E quem se lembra da cena que mostra Tom Cruise a entrar no centro comercial, com todos os anúncios feitos "à medida" de cada pessoa. Aqui, entra também um cruzamento com o tratamento de dados e a forma como já hoje a publicidade nos é apresentada nos smartphones, computadores ou televisão. Aliás, este processo pode mesmo ser considerado uma evolução dos famosos beacons que já permitem enviar mensagens de SMS com promoções quando um cliente se aproxima de uma determinada loja.

 

E onde podemos usar a Realidade Aumentada?

O futuro está aí, já entrou nas nossas mentes há muitos anos e esta será uma das razões para se estranhar menos, quando uma tecnologia sai da ficção para o mundo real. Mesmo que seja feito através de um mundo virtual.

 

Alguns céticos usam as datas dos filmes, como o Regresso ao Futuro, que apontava o futuro como o ano de 2015, e a Internet para desmascarar as "promessas" feitas pela ficção. Carros voadores, drones que passeiam cães, alimentos desidratados. Mas, em grande parte, são críticas infundadas pois são tecnologias que já existem e estão apenas em fase de testes.

 

Mesmo no que respeita aos carros voadores, apesar de ser algo de difícil implementação, já existem protótipos. Mas os riscos são ainda muito grandes, mesmo para os carros autónomos com as quatro rodas bem assentes no chão.

 

Mas há outras tecnologias que estão disponíveis e até ultrapassam em muito aquilo que era a tal promessa de Hollywood. Leitores de impressões digitais, aparelhos comandados por voz ou até a Realidade Aumentada. Apesar de não estar ainda implementada de forma massiva, existem muitas experiências onde esta tecnologia tem sido aplicada à realidade. Recentemente, no festival MEO Sudoeste, a aplicação do festival incluiu esta funcionalidade para permitir aos festivaleiros interagirem com o espaço através da Realidade Aumentada.

 

Mas o futuro está a ser escrito e há muitas tecnologias que poderão sofrer um boom de um momento para o outro. Quando surgiu o primeiro iphone, ninguém adivinhava as mudanças substanciais que iriam ocorrer quer ao nível dos comportamentos de consumo quer de outras tecnologias que surgiram por arrasto. as próprias telecomunicações tiveram de evoluir de forma mais rápida para dar resposta à velocidade da Internet, por exemplo.

 

Com a computação quântica a começar a ganhar espaço e relevância na cena tecnológica, é possível afirmar com alguma certeza que, de um momento para o outro, a tecnologia, como a conhecemos, pode também ela dar um salto quântico e surpreender com novas aplicações.

 

E, nessa altura, a própria Realidade Aumentada poderá ser usada mais ao estilo Matrix, sem recurso a smartphones ou a qualquer outro aparelho. E se tudo o que estamos a viver é apenas a revelação de um universo paralelo?

 

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